23.5.2010
Como encarar os simulados ao longo de minha preparação?
Tenho procurado, ao longo dos anos, colocar à disposição dos alunos o que há de melhor em termos de recursos visando deixá-los em perfeitas condições de concorrer aos mais altos índices do Teste ANPAD: material didático, professores, monitores, metodologia de ensino etc. De tudo o que oferecemos, há algo capaz de fazer pelo aluno o que todo o restante somado, talvez não possa fazer: os simulados.
Infelizmente, ao se tratar desse assunto, a maioria dos candidatos podem ser agrupados em duas categorias. A primeira é formada por aqueles alunos que longe dos bancos escolares dos cursos preparatórios, se julgam autosuficientes e acreditam piamente que os simulados, ou, o que é pior, em substituição a esses, as provas anteriores, constituem não apenas o melhor caminho, mas o único caminho a ser seguido durante a preparação para o Teste. Esses candidatos farão simulados após simulados, em alguns casos chegando a fazer quatro ou mais nas últimas semanas que antecedem o Teste. O segundo grupo é formado por alunos que, pasmem vocês, morrem de medo de fazer qualquer tipo de simulado. Esses candidatos dirão: “Ainda não estudei toda a matéria e se eu fizer esse simulado não me sairei bem”. Com esse pensamento em mente, esses alunos evitarão os simulados até que ao se derem conta faltarão apenas uma ou duas semana para o Teste real.
Então, qual a abordagem correta? É fácil perceber que, de forma não surpreendente, as duas estratégias são falhas. Os candidatos do primeiro grupo por não terem feito um trabalho de base conceitual normalmente desenvolvido nas fases iniciais dos cursos preparatórios não terão a oportunidade de identificar e concentrar
seus esforços nas suas áreas mais vulneráveis. Essa abordagem é fundamental para alavancar seus índices no Teste ANPAD e simplesmente fazer mais e mais simulados não ajudará a esses candidatos a melhorar o seu entendimento sobre os conteúdos cobrados pelos Testes.
Por outro lado, aqueles candidatos que postergaram a experiência propiciada por um simulado não estarão preparados para a pressão do dia da prova. Adicionalmente, também não estarão ambientados e consequentemente, acostumados à resistência requerida para suportar mais de quatro horas de exaustivo trabalho físico, mental e emocional. Apenas como exercício, imagine como será pensar e responder a vinte imensas e cheias de armadilhas questões de Raciocínio Analítico já tendo passado por quarenta de Raciocínio Lógico e Quantitativo, dois textos de Português e dois ou três de Inglês envolvendo também outras 40 questões. Isso tudo já ao meio-dia de um domingo de sol quando o seu estômago dá sinais de que a hora do almoço se aproxima e a sua coluna não aguenta mais a cadeira dura e desconfortável que você está sentado desde às oito da manhã. Duro, não?
Isto siginifica que, para se preparar de forma satisfatória para o dia do Teste, os candidatos devem buscar um meio-termo entre esses dois extremos. Com o objetivo de adquirir experiência no estilo do Teste ANPAD, assim como identificar necessidades particulares de revisão em pontos críticos do programa, meus conselhos aos nossos alunos tem sido a realização de apenas um simulado por semana nessas últimas semanas que antecedem o Teste. Após a realização de cada simulado, é aconselhável que toda a prova seja revista e que algum trabalho adicional seja previsto nas semanas que se seguem visando aqueles tópicos envolvendo os assuntos relativos a questões que foram perdidas. Seguindo essa abordagem, você estará extraindo o que os simulados podem te oferecer de melhor, otimizando o seu estudo nessa reta final e certamente elevando as chances de sua nota superar a maioria dos outros candidatos, que é o foco do nosso trabalho. O mais curioso de tudo é a dificuldade que temos de convencer nossos alunos de que essa é a melhor estratégia.
Prof Marcelo Roseira
FDX Preparatório ANPAD
Coordenação